Belarus por Dentro


Comprimido entre os mares Báltico e Negro, Belarus foi estabelecido pelos eslavos orientais durante o sexto século. Os eslavos orientais uniram forças com os eslavos bálticos e escandinavos para formar Kievan Rus. Essa comunidade primitiva, politicamente organizada, reinou sobre a região por cerca de 400 anos. Após a queda de Kevan Rus, Belarus foi dividido entre vários países vizinhos, principalmente pela Rússia e Polônia.

Por um ano, de 1918 a 1919, Belarus foi um país independente, mas finalmente passou a fazer parte da República Socialista da União Soviética (USSR). Em 1945, Belarus e Rússia tornaram-se membros das Nações Unidas. Quando o comunismo soviético caiu em 1991, Belarus declarou-se um país independente, tornando-se república presidencialista.  Por muito tempo, os russos viveram em Belarus, mas foi após o fim da II Guerra Mundial que os russos se mudaram em massa para a região. A maioria dos russos se integrou na sociedade bielorrussa, mas mantiveram sua língua e cultura nacional. O russo é considerado hoje uma das línguas oficiais de Belarus.

Essa nação faz fronteira ao leste com a Rússia, a oeste com a Polônia, ao sul com a Ucrânia e ao norte com Letônia e Lituânia.

A posição estratégica de Belarus entre a Europa e a Ásia, bem como suas fronteiras com grandes planícies e difícil defesa fizeram do país um campo de batalha comum em tempos de guerra. Segundo algumas fontes, pelo menos um quarto da população do país morreu na II Guerra Mundial. Hoje, o país é considerado economicamente estável, mas ainda depende grandemente da Rússia para adquirir matéria-prima e óleo para produzir seu maior produto de exportação: produtos agrícolas e manufaturados.

A catástrofe de Chernobyl, em 1986, na vizinha Ucrânia, cobriu Belarus com entulhos radioativos e tóxicos. Mais de 20 anos depois, cerca de 20% dos bielorrussos ainda vivem em áreas com radiação acima dos níveis considerados seguros. A catástrofe continua a afetar o país e seu senso de moralidade. Como resultado, o povo voltou-se para a religião como forma de conforto.

Quando o comunismo caiu, muitos ex-membros do partido e pessoas sem religião retornaram à fé de seus antepassados: Ortodoxa Russa ou Católica Romana. Nessa cultura, as chamadas religiões minoritárias lutam para ganhar terreno.

 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=267> acesso em  24 de junho de 2008 


Sri Lanka por Dentro

 
O Sri Lanka é uma ilha pitoresca localizada cerca de 32 quilômetros ao longo da costa sudoeste da Índia. Estabelecida no século dezesseis a.C. por cingaleses do norte da Índia e, mais tarde, pelos tâmiles do sul desse país, Sri Lanka foi colonizado por vários países europeus antes de se tornar independente, em 1948.

Popularmente conhecido como "a pérola do Oceano Índico", seus 1.340 km de costa são margeados por areia branca e estâncias turísticas. O tsunami de dezembro de 2004 causou um prejuízo de aproximadamente um bilhão e quinhentos milhões de dólares para a ilha.

As suntuosas montanhas do Sri Lanka ostentam alguns dos terrenos mais cultiváveis do mundo. Essa região é mais conhecida pelos terrenos de cultivo de chá, aparentemente intermináveis, que produzem o chá Ceylon, mundialmente conhecido. Mas a economia do Sri Lanka depende também da variedade de sua agricultura, que exporta arroz, cana-de-açúcar, borracha, coco e frutas.

Atualmente, o Sri Lanka tem fortes divisões étnicas e religiosas. Vários confrontos entre a maioria cingalesa (budista) e a minoria tâmil (hindu) têm causado anos de mal-estar político e social. Essa ilha possui ainda uma população muçulmana crescente e uma comunidade cristã estabelecida. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php??id=286> acesso em 03 de junho de 2008 

Rumo ao Uruguai


À semelhança de um sanduíche, entre o Brasil ao norte e a Argentina ao sul, o Uruguai é o segundo menor país independente da América do Sul (maior apenas que o Suriname). De sua população de mais de 3,46 milhões de pessoas, 1,7 milhão moram na capital, Montevidéu, e seus arredores. Noventa por cento da população é de descendência européia, a maioria espanhola e italiana.
O explorador espanhol Juan Díaz de Solís, em 1516, foi o primeiro europeu a pisar a região onde hoje é o Uruguai. Pouco mais tarde, naquele mesmo ano, Solís e seus exploradores foram mortos pelos indígenas Charrúas. Nenhuma tentativa séria foi feita para colonizar a região até 1624, quando os jesuítas espanhóis e missionários franciscanos estabeleceram missões na área. Pelos 100 anos seguintes, a região foi alvo de uma série de disputas entre a Espanha e Portugal, com o resultado a favor da Espanha, em 1726.
Montevidéu foi fundada pelos espanhóis como uma fortaleza militar, no começo do século XVIII. A luta do Uruguai pela independência começou em 1810, sob o comando de José Gervasio Artigas. Mas só catorze anos mais tarde, os uruguaios, sob a liderança de Juan Antonio Lavalleja, promoveram uma insurreição que libertou o país e declarou sua independência em 25 de agosto de 1825.
O Uruguai é considerado a nação mais secular da América do Sul. Embora metade da sua população se identifique como católica (47%), quase um quarto (23%) se denomina "crentes em Deus, mas sem religião", e aproximadamente um quinto (17%) identifica-se como ateus ou agnósticos. Os uruguaios, em sua maioria, não são religiosos praticantes.
Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=346> acesso em  24 de junho de 2008 


A Linha do Tempo da Imigração Japonesa

A Linha do Tempo da Imigração Japonesa 

Desde o início da imigração japonesa no Brasil, que tem como marco a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908, os imigrantes japoneses obtiveram muitas conquistas e vitórias, superando inúmeras dificuldades. Confira abaixo a Linha do Tempo da Imigração Japonesa, desde 1908 aos dias atuais.  
 
18 de junho, 1908 
Chegada do navio Kasato Maru, em Santos. Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.  
 
Fevereiro, 1911 
Os primeiros lotes adquiridos por imigrantes japoneses, a partir do projeto de colonização Monções, localizavam-se na vizinhança da Estrada de Ferro Sorocabana, junto à estação Cerqueira César.  
 
Março, 1912 
O Estado de São Paulo doa terras, na região de Iguape, onde famílias de imigrantes são assentadas, a partir do contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o governo paulista,. 
 
Agosto, 1913 
Chegam ao Brasil 107 imigrantes para trabalhar no garimpo, em Minas Gerais. Foram os únicos imigrantes japoneses da história a trabalharem com mineração.  
 
Março, 1914 
O governo estadual avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria a viagem de japoneses para o Brasil, já que a situação do Estado era desfavorável. Na época, o contingente de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava por volta de 10 mil pessoas.  
 
ADAPTAÇÃO CULTURAL 

 
1918 
As irmãs Kumabe, alunas da Escola Normal do Rio de Janeiro, são as primeiras duas professoras oficiais saídas da comunidade.  
 
1923 
O primeiro dentista de origem japonesa forma-se na Escola de Odontologia de Pindamonhangaba. Surgem polêmicas sobre os imigrantes, povo exótico no país. Tanto no âmbito executivo como no legislativo surgem opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses 
 
1932 
Segundo dados do Consulado Geral do Japão em São Paulo mostram que a comunidade nikkei, na época, era composta por 132.689 pessoas. A maior concentração de pessoas nas colônias situava-se ao longo da linha Noroeste da Companhia Paulista de Ferrovias. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura.  
 
1938 
No ano antecedente ao início da II Guerra Mundial, o Governo Federal começou a restringir as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo Roma-Berlim-Tóquio começaram a sentir os sintomas do conflito.  
 
1940 
A circulação de todas as publicações em japonês é proibida. No ano seguinte, chegaram às últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de rigorosas restrições, inclusive com o confisco de seus bens.  
 
1948 
O primeiro nikkei a ocupar um cargo eletivo em uma capital é Yukishige Tamura, eleito vereador em São Paulo. O clima de paz e harmonia volta a reinar, aos poucos, nas relações entre descendentes japoneses e a sociedade brasileira.  
 
1949 
O comércio entre Brasil e Japão é promovido por meio de um acordo bilateral. O Governo Federal anunciou, um ano depois, a liberação dos bens confiscados dos imigrantes dos países do Eixo.  
 
1951 
As empresas japonesas, encorajadas, começam a planejar investimentos no Brasil. Cinco mil famílias imigrantes são autorizadas, pelo governo brasileiro, a entrar no país.  
 
1958 
O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hirohito, visita o Brasil para participar das festividades do cinqüentenário da imigração japonesa. O número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas.  
 
1962 
A integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses é cada vez mais acentuada. Seis nisseis são escolhidos nas urnas: três para a Câmara Federal – Minoru Miyamoto, do Paraná; João Sussumu Hirata e Yukishige Tamura, de São Paulo – e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo – Ioshifumi Utiyama, Antônio Morimoto e Diogo Nomura).

1964 
A sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa - Bunkyo é inaugurada na Rua São Joaquim, em São Paulo.  

1967 
O casal imperial visita o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko, a comunidade nikkei lota o estádio do Pacaembu, em São Paulo.  
 
1973 
Chega em Santos, São Paulo, o navio Nippon Maru, último a transportar imigrantes japoneses. 
 
1978 
A imigração japonesa no Brasil festeja 70 anos. O casal imperial Akihito e Michiko participou das festividades e, novamente, a comunidade lota o Pacaembu. No mesmo ano, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo - inaugura, em São Paulo, o Museu da Imigração Japonesa no Brasil.  
 
1978~1987 
A integração consolida a nova identidade dos nikkeis.  
 
Tendo como tema o Japão e seus imigrantes, surgem a partir da década de 70, as primeiras obras literárias de vulto escritas por nikkeis, entre elas: Japão Passado e Presente, de José Yamashiro (1978); História dos Samurais, também de Yamashiro (1982); O Imigrante Japonês, de Tomoo Handa (1987).  
 
1988  
Com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, é comemorado o 80º aniversário da imigração japonesa no Brasil. 
 
Década de 90  
Em meados de 1988 surge o fenômeno dekassegui. A ida de milhares de japoneses e descendentes do Brasil para o Japão atinge o auge no início dos anos 90.  
 
1991  
A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo promove, naquele ano, o "Simpósio sobre o fenômeno dekassegui". No ano seguinte, foi criado o CIATE – Centro de Informações e Apoio aos Trabalhadores no Exterior – com a colaboração do Ministério do Trabalho do Japão. Esse serviço funciona até hoje, e tem sua sede no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.  
 
1992  
Com personagens descendentes de japoneses e abordando o fenômeno dekassegui, é lançado Sonhos Bloqueados, da professora Laura Hasegawa. é a primeira obra literária de ficção escrita por uma nikkei.  
 
1995  
Comemorou-se, neste ano, o centenário do tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão. A princesa Norinomiya, filha de Akihito, já então imperador do Japão, veio prestigiar as festividades.  
 
1997  
A comunidade nikkei emociona-se mais uma vez com a visita do casal imperial japonês, que permaneceu no país por dez dias.  
 
 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do portal oficial da ACCIJB - Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil , disponivel em <http://www.centenario2008.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=40>, acesso em 18 de junho de 2008.


História da Imigração Japonesa no Brasil

 
 

A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908. 

Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

Recém chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade. 
 
Pré-imigração
 
Embora o Japão tenha enviado seus primeiros imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar em solo brasileiro foram quatro tripulantes do barco Wakamiya Maru que, em 1803, afundou na costa japonesa. Os náufragos foram salvos por um navio de guerra russo que, mesmo não podendo desviar-se de sua rota, levou-os em sua viagem. 
 
No retorno, a embarcação aportou, para conserto, em Porto de Desterro, atual Florianópolis (SC), no dia 20 de dezembro, permanecendo até 4 de fevereiro de 1804. Ali, os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da população local e da produção agrícola da época.
 
Incidentalmente, outros japoneses estiveram de passagem pelo país, mas a primeira visita oficial para se buscar um acordo diplomático e comercial ocorreu em 1880. No dia 16 de novembro daquele ano, o vice-almirante Artur Silveira da Mota, mais tarde Barão de Jaceguai iniciou, em Tóquio, as conversações para o estabelecimento de um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países. 
 
O esforço nesse sentido prosseguiu em 1882, com o ministro plenipotenciário Eduardo Calado, mas o acordo só seria concretizado 13 anos mais tarde. Em dia 5 de novembro de 1895, em Paris, Brasil e Japão assinaram o Tratado da Amizade, Comércio e Navegação. 
 
Abertura à imigração

 
Entre eventos que antecederam a assinatura do Tratado, destaca-se a abertura brasileira às imigrações japonesas e chinesas, autorizadas pelo Decreto-Lei nº 97, de 5 de outubro de 1892. Com isso, em 1894 o Japão envia o deputado Tadashi Nemoto para uma visita em cujo roteiro foram incluídos os Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. 
 
Satisfeito com o que viu, Nemoto manda um relatório ao governo e às empresas de emigração japonesas, recomendando o Brasil como país apto a acolher os imigrantes orientais. A partida da primeira leva de japoneses que deveria vir trabalhar nas lavouras de café em 1897 teve, no entanto, de ser cancelada justamente na véspera do embarque. 
 
O motivo foi a crise que o preço do produto sofreu em todo o mundo, e que iria perdurar até 1906. Em 1907, o governo brasileiro publica a Lei da Imigração e Colonização, permitindo que cada Estado definisse a forma mais conveniente de receber e instalar os imigrantes. 
 
Em novembro do mesmo ano, Ryu Mizuno, considerado o pai da imigração, fecha acordo com o secretário da Agricultura de São Paulo, Carlos Arruda Botelho, para a introdução de 3 mil imigrantes japoneses num período de três anos. Nessa época, o governador era Jorge Tibiriçá. Assim, no dia 28 de abril de 1908, o navio Kasato Maru deixa o Japão com os primeiros imigrantes rumo ao Brasil.
 
O período da imigração
 
Os 781 japoneses recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém, um duro período de adaptação. O grupo contratado pela Companhia Agrícola Fazenda Dumont, por exemplo, não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas pelos exóticos trabalhadores de olhos puxados e costumes tão diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 imigrantes nas fazendas que os contratara.
 
Não obstante, no ano seguinte, a segunda leva de imigrantes já estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo.  Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, porém, os conflitos foram diminuindo e a permanência nos locais de trabalho, mais duradoura.
 
Conquistando espaço
 
Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo Governo Federal. Essas famílias foram, também, as primeiras a cultivar o algodão. 
 
Em março de 1912, novas famílias são assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na região de Iguape, graças ao contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o poder público. Iniciado com cerca de 30 famílias - a maioria proveniente de outras fazendas onde os contratos já haviam sido cumpridos - esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização dessa fase pioneira. 
 
Nesse mesmo ano, os imigrantes atingiram o Paraná, tendo como precursora uma família procedente da província de Fukushima e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeirão Claro, cidade situada no norte do Estado. Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os únicos mineiros na história da imigração. 
 
Em 1914, o número de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situação financeira desfavorável, o governo estadual decidiu proibir novas contratações de imigrantes e, em março, avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria o pagamento de passagens do Japão para o Brasil. 
 
No entanto, a abertura de novas comunidades rurais que utilizavam a mão-de-obra existente continuou. Por essa época, ocorreu também um dos episódios mais tristes da história da imigração, quando dezenas de pessoas que haviam se instalado na Colônia Hirano, em Cafelândia, morreram vítimas da malária, doença então desconhecida para os japoneses.
 
Adaptação cultural e a Segunda Guerra Mundial
 
Com o aumento do número de colônias agrícolas japonesas, que nesse período se expandiram, principalmente, em direção ao noroeste do Estado de São Paulo, começam a surgir, também, muitas escolas primárias destinadas a atender os filhos dos imigrantes. Em 1918, formaram-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, a Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formou, também, o primeiro dentista de origem japonesa. 
 
Essa presença crescente de um povo exótico no país, porém, não parou de gerar polêmicas. Tanto na esfera executiva como legislativa surgiram opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses. Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura. Nesta época, havia também diversas publicações em japonês com periodicidade semanal, quinzenal e mensal. 
 
Em 1938, ano antecedente à Segunda Guerra Mundial, o Governo Federal começou a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decretou o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente as de japonês, alemão e italiano. 
 
As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo Roma-Berlim-Tóquio começaram a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publicações em japonês tiveram a sua circulação proibida. No ano seguinte, chegaram as últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de severas restrições, inclusive o confisco de todos os bens.
 
Período pós-guerra
 
Em 1948, Yukishige Tamura é eleito vereador em São Paulo, tornando-se, assim, o primeiro nikkey a ocupar um cargo eletivo em uma capital. Já em clima de paz, é restabelecido, em 1949, o comércio entre Brasil e Japão por meio de um acordo bilateral. Um ano depois, o Governo Federal anuncia a liberação dos bens confiscados aos imigrantes dos países do Eixo e, em 1951, aprova projeto para introdução no País de 5 mil famílias imigrantes. Encorajadas, as empresas japonesas começam a planejar investimentos no Brasil. As primeiras chegam em 1953. 
 
Cinqüenta anos após a chegada do navio Kasato Maru em Santos, o número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas. O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hiroito, visita o País para participar das festividades do cinqüentenário da imigração.   Nas eleições majoritárias de 1962, já se pôde observar a plena integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses, quando seis nisseis são escolhidos por meio das urnas: três para a Câmara Federal (Minoru Miyamoto, do Paraná; João Sussumu Hirata e Yukishige Tamura de São Paulo) e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo (Ioshifumi Utiyama, Antônio Morimoto e Diogo Nomura). 
 
Em 1967, o príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko visitam o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao casal imperial, a comunidade nipo-brasileira lotou o estádio do Pacaembu. 

Em 1973, chega a Santos o Nippon Maru, o último navio a transportar imigrantes japoneses. Em 1978, a imigração japonesa comemora 70 anos. O príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko participam das festividades e novamente lotam o Pacaembu. No prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) é inaugurado o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.
 
A integração consolidada
 
Os anos 60 foram marcados, em muitos aspectos, pela integração dos nikkeis à sociedade brasileira. Além da participação ativa na vida política por meio de seus representantes nas casas legislativas, os nikkeis começaram a despontar nas áreas culturais, notadamente na grande imprensa - liderados por Hideo Onaga, na Folha de S. Paulo -, e nas artes plásticas, com destaque para Manabu Mabe. Neste mesmo período, durante o governo Costa e Silva, também é nomeado o Primeiro-Ministro descendente de japoneses, o empresário Fábio Yassuda, que assumiu o cargo de Ministro da Indústria e Comércio, sem, no entanto, cumprir integralmente sua gestão. 
 
No futuro, dois outros seriam chamados a assumir cargos equivalentes: Shigeaki Ueki, como Ministro de Minas e Energia do Governo Geisel, e Seigo Tsuzuki, como Ministro da Saúde do Governo Sarney. Outro marco importante de 1964 foi a inauguração da sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistencial Social (Bunkyo) na rua São Joaquim, no bairro da Liberdade. 
 
O Bunkyo passou a promover e coordenar a maioria dos grandes eventos com envolvimento da comunidade nipo-brasileira como um todo: aniversários da imigração, visitas ao Brasil de membros da Família Imperial etc. 
 
A partir da década de 70 começaram a surgir as primeiras obras literárias escritas por nikkeis, tendo como temas o Japão e os imigrantes, entre eles: "Japão Passado e Presente" (1978) e "História dos Samurais" (1982), ambas de José Yamashiro, além da obra considerada referência obrigatória dentro da história da imigração japonesa, o livro "O Imigrante Japonês" (1987), de Tomoo Handa. 

Em 1988, no 80º aniversário da imigração, comemorado com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, o Censo Demográfico da Comunidade, feito por amostragem, estimava o número de nikkeis no País em 1.228.000 pessoas. Nesse final de década, a comunidade nipo-brasileira e o próprio país já começaram a sentir os efeitos de um novo e curioso fenômeno que se alastrava rapidamente entre as famílias nikkeis: os dekasseguis.
 
O fenômeno dekassegui 
 
A ida de milhares de japoneses e descendentes do Brasil para o Japão começou em 1988, atingindo seu auge no início da década de 90. 
Seguindo o caminho inverso dos imigrantes do Kasato Maru, mas com objetivos semelhantes, os dekasseguis marcaram este período como um dos mais importantes da história da imigração japonesa. 
 
Em 1991, o Bunkyo realizou o "Simpósio sobre o fenômeno dekassegui". No ano seguinte, foi criado o CIATE - Centro de Informação e Assistência ao Trabalhador no Exterior - com a colaboração do Ministério do Trabalho do Japão. Este serviço tem sua sede no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. 
 
No mesmo período surge, também, a primeira obra literária de ficção escrita por uma nikkey, tendo como personagens descendentes de japoneses e tema relacionado ao fenômeno dekassegui: "Sonhos Bloqueados", é lançado em 1992 pela professora Laura Hasegawa. Outro importante acontecimento desta década foram as comemorações, em 1995, do centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão. A princesa Norinomiya, filha de Akihito, já então imperador do Japão, veio prestigiar as festividades. Em 1997 o próprio casal imperial faz uma visita de dez dias ao Brasil, provocando grande emoção na comunidade. Em 1998, a comunidade nikkei de todo o país comemorou com festa os 90 anos da imigração. Nessa festa, a última sobrevivente da primeira leva de imigrantes, sra. Tomi Nakagawa, estava presente.
 
Decorrido todo este tempo desde sua chegada ao Brasil, o Kasato Maru permanece como marco da imigração japonesa no Brasil.
 
 
 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do portal oficial da ACCIJB - Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil , disponivel em <http://www.centenario2008.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=40>, acesso em 18 de junho de 2008.

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