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A árvore de Natal na Casa de Cristo, conto de Dostoiévski

 


Oi,

Sempre que leio um livro russo eu fico encantado, eu não sei explicar o motivo, mas tem algo que é muito diferente das outras literaturas e me atrai muito.


Ontem a noite eu li um conto do Dostoiévski, o conto "A árvore de Natal na Casa de Cristo", é bem curtinho, umas 9 páginas, mas foi muito reflexivo e reflete bem a nossa sociedade atual.


Quando assistimos os comerciais de Natal, sempre passa uma mensagem de solidariedade, amor ao próximo, empatia, irmandade e outros sentimentos fofinhos, mas a gente sabe que o Natal se tornou uma data extremamente comercial.


Neste conto fala sobre um menino órfão que pecorre as ruas frias de São Petersburgo, se depara a linda decoração de Natal, observa à espreita pelas janelas familias reunidas ao redor de mesas fartas, mostrando a grande diferença entre a fartura de uns e a miséria de outros, e em nenhum desses cenários o menino é recebido pelos nobres sentimentos que dizemos ser presentes no Natal.



12 livros para 2021

 

12 Livros para 2021 📚


‌O Mundo de Sophia
‌Crônicas de Nárnia
‌Isso é Arte?
‌Cem Anos de Solidão
‌Do Mil ao Milhão
‌Um Dia na Vida de Ivan Denisovich
‌O Físico
‌O Castelo de Papel
‌O conto da Aia
‌Não tenho fé para ser ateu
‌Aprendendo a Aprender
‌Como aprendemos


Aventuras Literárias: A Hora da Estrela




Oi, 

 Uma amiga minha disse que havia visto a reprise de uma entrevista com a Clarice Lispector e que tinha se identificado com muitas coisas ditas por ela, e me perguntou se eu conhecia algo sobre a autora. Eu não sabia nada sobre a autora, porém, pouco antes da quarentena eu tinha comprado o livro "A Hora da Estrela", escrito pela Clarice Lispector, para ler com meus colegas de trabalho. E essa minha amiga e eu decidimos ler esse livro juntos.
Esse livro é muito bacana, por que fez com que eu refletisse muito sobre diversas coisas.
Não sei o motivo, mas quando escreveu esse livro a Clarice não se identifica pelo seu real nome, ela usa um pseudônimo de Rodrigo S. M. mas parece que na obra tinha muito da autora e acabaram descobrindo e virou um sucesso. Esse livro conta a história de uma mulher chamada Macabéa, ela era datilografa, alagoana que havia migrado pra o Rio de Janeiro. Paralelamente a história de Macabéa, o narrador conta a história dele, eu e minha amiga que lemos os livro junto nos identificamos com diversas falas do narrador, mas concordamos que foi a parte menos atrativa do livro.
No inicio, parece que o narrador tem um desprezo pela Macabéa, mas ao decorrer da leitura, parece que ele vai se apegando a personagem, ele chega a dizer que a ama.
Em geral a pessoa para ser a protagonista de um livro, essa pessoa tem uma vida agitada, vários acontecimentos, mas a vida de Macabéa é uma vida sem muitas emoções, na verdade é uma vida até bem simples.
No livro diz que ela dividia um quarto, na Rua do Acre, no Centro do Rio de Janeiro,  com mais quatro colegas. Eu adoro quando uma história que estou lendo se passa no Rio de Janeiro, por que eu fico imaginando  a personagem naquele espaço e quando passo pelo local fico relembrando a história.
Como já disse, a protagonista é datilografa, ela fez o curso de datilografia que sua tia pagou para ela, mesmo sabendo pouco da língua portuguesa, e cometendo diversos erros, o seu empregador não a demite por pena. 
Um dos entretenimento da Macabéa era ouvir a rádio relógio, em um rádio a pilha de uma das moças que viviam no mesmo quarto que ela. Quase tudo que ela sabia era que ouvia na rádio relógio, parece que essa antiga estação de rádio falava as horas minuto a minuto e por vezes falava curiosidades e algumas propagandas, por falar em propaganda, a Macabéa tinha um álbum em que colecionava propagandas recortadas de jornal.
A Macabéa também se privava de muitas coisas, como por exemplo, ela não comia em restaurantes, ela almoçava em pé num botequim de esquina perto do trabalho. 
Uma das coisas que mais me chocou foi quando a Macabéa começa a namorar com o Olímpico, ele a tratava muito mal, dizia muitas coisas rudes para ela e ainda a troca pela sua "amiga" de trabalho.
A personagem me chocou muito, sempre que eu lia, ficava pensando se havia pessoas assim, mas, infelizmente, há sim, pessoas como ela estão em todo lugar, mas passam despercebidas, por que elas não se conhecem e não são conhecidas pelos outros, passam invisibilizadas pelas ruas.

Não sei se você sabe, mas eu sou muito fã das músicas da banda Pato Fu, e eles tem uma musica com o nome "A Hora da Estrela", e depois que eu li o livro, vejo que a música tem tudo a ver com o livro.

             

Claro que não vou contar o fim da história, mas é um fim muito trágico e triste, mas vale muito a pena ler. Esse livro é um livro pequeno, tem somente 87 páginas, e muito reflexivo. Mas não ache que por ser um livro curto, pode o ler com rapidez, creio que seja melhor o ler com calma e tempo. É muito bom quando um livro me leva à reflexão.

Você já leu este livro? Gostou?
Já leu algum outro livro da Clarice Lispector? Me diga o que você acho? Se eu me interessar, vou o incluir na minha lista de leitura.


Extraordinário


Oi,

Acabei de ler o livro Extraordinário, da escritora R. J. Palacio,  como eu já disse a você, esse livro inspirou um filme que tem esse mesmo nome, definitivamente leia o livro e esqueça do filme, tradicionalmente os livros superam os filmes e esse não foge a regra.
O livro conta a história do August Pulman, o apelido dele é  Auggie, ele é um menino de 10 anos, que acaba de iniciar o quinto ano, mas até então ele estudava em casa, com a mãe dele, o que é normal nos Estados Unidos, isso por que ele passou por diversas cirurgias e também por que ele tem uma doença rara chamada disostose mandibulofacial,  essa doença genética faz com que o rosto da pessoa seja deformado.
Quando o Auggie chega na escola, ele passa a enfrentar olhares assustados e até mesmo bullying, o que faz com que sua estadia na escola seja muito difícil, mesmo assim surgem pessoas que se tornam melhores amigos do personagem principal.
Isso me faz recordar um trecho do livro, que está na parte cinco, escrito pelo personagem Justin, quando ele diz:

[...] não, não é tudo um acaso. se fosse, o universo nos abandonaria à própria sorte. e o universo não faz isso. ele cuida das suas criações mais frágeis de formas que não vemos. como com pais que amam cegamente. e uma irmã mais velha que se sente culpada por ser humana com relação a você. e um garotinho de voz grave que perdeu os amigos por sua causa. e até uma garota de cabelo rosa que carrega sua foto na carteira. talvez seja uma loteria, mas o universo deixa tudo certo no final. o universo cuida de todos os seus pássaros.

Uma das coisas que mais gostei no livro, é que conta a história de diversos pontos de vista, como da Olivia (irmã mais velha do Auggie), Summer (amiga do Auggie), Jack (amigo do Auggie), Justin (namorado da Olivia) e Miranda (amiga[?] da Olivia) e pela escrita você nota que são pessoas diferentes escrevendo.
Outra coisa que também gostei bastante é que esse livro é repleto de referências da cultura pop, tipo Star Wars o August é viciado e fala muito sobre isso, músicas e filmes que a gente conhece, isso acaba criando uma identificação entre os personagens e o leitor.
Na capa do livro diz que ele foi um dos Bests Sellers do New York Times, e esse livro faz jus a ter ocupado esse posto.  Por algumas vezes, me peguei com os olhos cheios de lágrimas durante a leitura, apesar que não é um livro sentimental, se trata de um livro muito sensível.
Depois que eu vi Os treze porquês e não pretendo tornar a ver outra vez, e li esse livro, certamente me tornei uma pessoa mais empática, passei refletir mais sobre como o outro se sente.

Agora que você já terminou de ler essa postagem, passa la no CPA, e vê a reflexão que eu fiz sobre os últimos acontecimentos.





Aventuras Literárias: A Vida na Porta da Geladeira



Oi,

Acabei de ler um livro muito legal e diferente de todos que eu já li. O nome do livro é A Vida na Porta da Geladeira, da escritora Alice Kuipers, eu não lembro ao certo quem me indicou esse livro, mas eu já pretendia ler esse livro há muito tempo.
Eu li o livro em dois dias, só não li em um dia, por que eu o li no ônibus, sabe aquele livro que você não consegue para de ler? comigo foi assim. Esse livro conta a relação de uma mãe separada e de uma filha adolescente, até aí não tem nada de diferente, mas essa história é contada por meio dos recados na porta da geladeira que uma deixa pra outra. A pesar do livro ter umas 200 páginas, a leitura é bem rápida, por que na verdade em cada página é um dos bilhete.
Nesse livro a mãe e a filha quase não se encontram, apesar de morarem na mesma casa, devido a correria da vida dela que é médica e se dedica muito ao trabalho e também da filha que tem as ocupações típicas de uma adolescente, a principal forma de comunicação delas são os bilhetes deixados na porta da geladeira. Interessante que a gente consegue entender toda a relação familiar com a leitura dos bilhetes.
Alguns dos bilhetes eram engraçados, outros rotineiros de uma casa, como listas de compras e pedidos de aumento de mesada, houve alguns muito fofinhos, outros cheios de raiva e outros eram comoventes, que fizeram com que eu quase chorasse no ônibus 🥺.
Durante a leitura desse livro, eu recordei de um post que fiz no CPA, e refleti sobre minha dedicação de tempo para meus familiares e pessoas que amo. A rotina e nossas obrigações acabam absorvendo todo o nosso tempo,  deixando pouco tempo livre... trabalho, escola, faculdade e até mesmo a Internet, tiram nosso tempo que poderíamos estar juntos com a nossa família.
Algumas das vezes eu me vi naqueles bilhetes, mandando somente mensagens no WhatsApp, informando onde estou e o que quero, sem passar tempo, de fato, com a minha família. Espero que você não passe pelo mesmo, caso passe, reflita sobre isso. 

Aventuras Literárias: Cartas do Papai Noel




Oi, 

Li um livro muito legal. O nome do livro é "Cartas do Papai Noel", esse livro é escrito pelo J. R. R. Tolkien, nunca tinha ouvido falar sobre ele, que vergonha, esse é o escritor do "Senhor dos Anéis" . 
É um livro muito lindo e muito delicado. Se trata de uma coletânea de cartas do Papai Noel, do período de 1920 a 1943. 
O Tolkien pegava as cartas dos filhos dele e as respondia, se passando pelo Papai Noel, o livro não mostra as cartas das crianças, mas lendo as do Papai Noel, você acaba deduzindo o que elas deviam ter escrito. 
Algumas das cartas são muitas divertidas, o Urso Polar, ajudante do Papai Noel, é muito atrapalhado e sempre está se envolvendo em aventuras. 
Interessante é como o Tolkien embarca no universo infantil, muitas das vezes eu ficava imaginando as aventuras do Papai Noel. Ele fala sobre a rotina do Papai Noel, sua casa e suas amizades. 
Legal também é que não é só o Papai Noel que escreve as cartas, além do Papai Noel, o Urso Polar e um elfo também as escrevem, e o autor tem a preocupação de fazer caligrafias diferentes para cada personagem, além disso ele ilustra as cartas, e faz desenhos muito bonitos. O Tolkien é muito criativo. 
As cartas finais são mais tristes, por que são escritas no período da Segunda Guerra Mundial, e ele fala sobre a escassez de alimento, que também afetaram o abastecimento no Polo Norte e a diminuição do número de brinquedos para as crianças, para que pudessem ser enviados também para crianças que estavam em meio a guerra. 
Eu li o livro muito rápido, estava com muita vontade de ler as cartas,  eu terminava de ler uma carta e já queria ler a outra, e também estou de férias 😎, isso ajudou muito. 
Foi um livro maravilhoso de ler, principalmente por que eu li no período natalino, creio que ler esse livro na infância deve ser muito legal. 
Depois que li esse livro do autor, conversei com um amigo que já leu outros livros do Tolkien, e me deixou mais interessado ainda no autor e suas demais obras, estou planejando ler livros escrito pelo autor, o que acha de lermos juntos? 

Aventuras Literária: Buracos Negros




Oi,

Acabei de ler mais um livro, dessa vez eu li o livro Buracos Negros, escrito pelo genial Stephen Hawking fala de assuntos muito complexos, física quântica e essas coisas. Na verdade esse livro é a cópia de duas palestras que o Stephen Hawking fez na Inglaterra. 
O que me deixou impressionado é a simplicidade com que o autor aborda esses temas, é claro que eu não aprendi tudo, principalmente por não estar na minha área de interesse, mas os exemplos simples fizeram com que muito do que foi explicado ficasse gravado em minha memória. 
Eu aprendi que quando a gente aprende algo realmente, a gente sabe como explicar isso para qualquer pessoa, e o Stephen Hawking mostra que isso é verdade, por que os assuntos que são tratados, nesse livro, não são os mais populares, e mesmo assim ele consegue os tornar inteligível. 
O autor mostrou que por mais difícil que seja o tema, é possível o tornar acessível a todos.
E a parte mais bacana é a última frase do livro que diz: Minha mensagem aqui, então, é que os buracos negros não são tão negros quanto se diz. Não são as prisões eternas que um dia se conjecturou. As coisas podem sair de um buraco negro, tanto neste universo quanto possivelmente em outro. Assim, se você sente que está em um buraco negro, não desista: existe uma saída!

Depois de ler esse livro, me vem a mente um trecho de uma música da Legião Urbana, que diz assim: É tão estranho, os bons morrem jovens...

Aventuras Literaturas: O Papel de parede amarelo.

Oi,

Já li meu primeiro livro desse ano. E você? 
Esse ano eu estou planejando ler muuuuuitos livros, espero que consiga. 

Capa do livro: O Papel de parede amarelo 

Acabei de ler o livro "O papel de parede amarelo", estou impressionado, que livro intenso! Quem escreveu esse livro foi a Charlotte Perkins Gilman, ela foi uma escritora norte-americana que viveu entre 1860 e 1935 e lançou esse livro em 1892. 
Esse livro é muito curto, certamente você consegue o ler em um dia, porém ele é muito intenso. 
Essa escritora é feminista, isso por que ela viveu em uma época em que as mulheres tinham poucos direitos. Ela escreveu vários livros falando da necessidade de que houvesse direitos para as mulheres, então nesse livros não foge a regra. 
Eu gostei muito desse livro. 🚫 Pode deixar que não darei Spoilers. 
 A escrita do livro é em primeira pessoa, é como se fosse relatos dela escritos em um diário. Eu adoro livros no formato de diário 📒. Esse livro conta a história de uma mulher que fica com uma doença psicólogica, mas o livro não explica que doença seria essa.
Para tentar auxiliar no seu processo de recuperação da mulher, seu marido, que é médico, acha melhor a levar para passar um tempo em uma chácara, no quarto em que eles ficam tem um papel de parede amarelo, e aquele papel de parede e seus desenhos, incomodavam tanto a mulher que, gradativamente, vai piorando a situação dela. O livro deixa vários mistérios no ar, mas a respeito do papel de parede amarelo, tive a impressão de que ela via sua vida refletida no papel de parede. 
Esse livro é revoltante, por que todo tempo o marido dela parece não se importar com o que ela diz ou pensa, ele não é ruim para ela, pelo contrário, até parece se preocupar com ela, mas não dava ouvidos as opiniões dela, refletindo bem o machismo da época em que foi escrito. 


No meu ponto de vista, parece que ela tinha uma depressão, e com certeza um dos fatores que a levou a isso foi a opressão que seu marido lhe causava. Para ter uma ideia da relação de dominação do marido sobre ela, mesmo com a opressão dele, ela se sentia culpada. Minha vontade é falar tudo para você, mas não vou dar Spoilers, só vou te falar que o final é surpreendente. 🤗
Esse livro, apesar de pequeno, é muito intenso e perturbador. Com certeza não é um livro indicado para crianças e adolescentes. 


Aventuras Literárias: "Amor de Natal" de Leo Buscaglia


Oi.

Nesta época entre o natal e o fim de ano eu gosto de ler livros que tenham referencias à essas datas. Esse ano o livro que eu escolhi para ler foi o livro “Amor de Natal” do autor ítalo-americano Leo Buscaglia.
Esse livro relata diversas experiências que o autor teve em diversas fases da sua vida, como infância, juventude, na fase adulta. O interessante deste livro é que mostra-nos que o Natal é uma época única do ano e que nossa vida corrida vem substituindo o verdadeiro sentido do natal por coisas materiais, que o autor se refere como "armadilhas de um natal comercializado" (Pag. 74).

Em certo trecho do livro o autor diz que “Nós, seres humanos, temos uma característica estranha e inexplicável; parece que só damos valor às coisas quando surge a possibilidade de perdê-las. Coisas sem importância, que nem sempre merecem nossa atenção, adquirem novo significado. Começamos a ver com mais clareza o modo como às vezes nos perdemos no trivial e insignificante. Perguntando-nos como foi que encontramos tantas coisinhas bobas para nos irritar, ou por que deixamos de parar um instante para sentir a beleza dessa época e o encantamento de dar e receber.
Perguntei-me como é que  nos tornamos insensíveis à qualidade revigorante do ar, à beleza dos enfeites de natal, ao aroma das comidas especiais, à excitação, aos abraços, às risadas, aos beijos. [...].” (Pag. 107)

Ao partilhar suas experiências pessoais o autor deseja que nos recordemos de nossas próprias lembranças de natais passados e recuperar sentimentos de alegria, paz amor e esperança que na verdade é o real sentido dessa festa.

Quem é Leo Buscaglia: Italo-americano, Leo Buscaglia foi professor e escritos, sendo seu principal assunto o “amor”, seu primeiro livro foi publicado em 1972, no ano de 1995 esteve no Brasil, quando proferiu diversas palestras. Faleceu no ano de 1998 de ataque cardíaco.

Aventuras Literárias: Dom Casmurro - Machado de Assis

Ola!
Na segunda Feira eu terminei de ler o livro Dom Casmurro, escrito poe Machado de Assis.
Já havia muito tempo eu estava desejoso de ler esse livro, e minha amiga Roberta Maurício (também conhecida por Beta Caroteno) emprestou-me.
Esse livro foi publicado primeiramente no ano de 1899 e é um dos livros mais traduzidos para outros idiomas, a FUNAG comecializa essa obra em espanhol.
Relata a historia do jovem Bento Albuquerque Santiago, também chamado de Bentinho, e de Capitu, em que Bentinho, já com aproximadamente 54 anos, relata na primeira pessoa com sua amiga e vizinha Capitu.
A historia se passa no Rio de Janeiro, durante o segundo Império.
Fica ao encargo do leitor decidir se verdadeiramente houve adultério de Capitu com Escobar, amigo de seminário de Bentinho. Ao decorrer do romance Bentinho apresenta provas e contra provas do adultério.
No fim da historia Bentinho acaba sozinho, não contarei detalhes do final para você se sinta interessado em ler esse livro.



Segundo meu ponto de vista, Capitu nunca gostou de Bentinho e casou-se com ele somente com interesses financeiros, porém também acho que não houve adultério.

Aventuras Literárias: A Escrava Isaura de Bernado Guimarães


Ola,

Hoje terminei de ler o livro A Escrava Isaura, escrito por Bernado Guimarães (1825 - 1884). A primeira edição deste livro foi lançada em 1875, esse livro foi tão bem reconhecido que chegou a tirar elogios do próprio imperador D. Pedro II, que ao visitar Ouro Preto,antiga capital mineira, fez questão de visitar Guimarães.
A história se passa nos “primeiros anos do reinado de D. Pedro II”, inicialmente em uma fazenda em Campos dos Goitacazes (RJ). Isaura, escrava branca, é assediada pelo seu senhor, Leôncio, recém-casado com Malvina. Isaura se recusa a ceder aos apelos de Leôncio, como já fizera, no passado, sua mãe, que, por ter repelido o pai de Leôncio, fora submetida a um tratamento tão cruel que, em pouco tempo, morrera.
Isaura, a heroína escrava, é branca, pura, virginal, possui um caráter nobre e demonstra “conhecer o seu lugar”: do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar. Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da “virtude recompensada”.
Vejamos como Guimarães descreve sua heroína:

“A tez é como o marfim do teclado, alva que não deslumbra, embaçada por uma nuança delicada, que não sabereis dizer se é leve palidez ou cor-de-rosa desmaiada. (…) Na fronte calma e lisa como o mármore polido, a luz do ocaso esbatia um róseo e suave reflexo; di-la-íeis misteriosa lâmpada de alabastro guardando no seio diáfano o fogo celeste da inspiração.”


Eu adorei essa obra literária, é muito envolvente e próximo ao fim do livro a historia vai se tornando melhor ainda com as tentativas de Álvaro para libertar Isaura.

A publicação de romances em folhetins - os capítulos aparecendo a cada dia nos jornais - já era comum no Brasil desde a década de 1830. Escrava Isaura foi o folhetim brasileiro que mais fez sucesso no exterior, no formato de telenovela que foi apresentada em mais de 80 países, Escrava Isaura transformou Lucélia Santos em estrela internacional. Na Polônia, por exemplo, chegaram a fazer concursos entre o povo de Isauras (Lucélia Santos) e Leôncios (Rubens de Falco) para ver quem se parecia mais com os atores. Já os chineses elegeram-na como símbolo de luta e vitória.

Provei o MCFish 🐟