segunda-feira, 5 de abril de 2010

Lembraças do Passado

 
Equipamentos já obsoletos para muitos, como máquinas de escrever, mimeógrafos e relógios de ponto, ainda são fontes de ganho para muitas indústrias e solução para muitas empresas, principalmente no interior do País, porém não vá pensando que você  não os encontra nos grandes centro urbanos.
 Sei de muitas pessoas que podem dizer: Eu não acredito em máquinas de escrever, mas que existem, existem. Não creio tampouco em mi­meó­grafos, mas há quem diga ter visto alguns por aí. Também não acredito em... Pois é, esses equipamentos, mais relógios de ponto, impressoras matriciais e aparelhos de fax, que muitos pensavam ter sucumbido na avalancha de mo­der­nidade que assolou o País ou vira­do pe­ças de museu, ainda dão muito trabalho. Esses mesmos descrentes, que não largam o computador nem para dormir, vão ficar ainda mais surpresos ao desco­brir que muitas empresas, entidades e escolas de pequeno porte, sem acesso à in­for­mática, usam, e muito, tais equipamentos. É claro que não vendem tanto quanto na época em que foram lançados, mas pode-se dizer que a obsoles­cência deles ainda está distante, a tal ponto que os fabricantes os mantêm em linha de produção.
 Na escola em que eu trabalho atualmente existe computadores, porém na sala dos professore se encontra um mi­meó­grafo que todos usam (menos eu que evito até mesmo chegar perto ¬¬). E no escritório de contabilidade em que eu trabalhava havia uma maquina de escrever, minha chefe dizia que devido não haver uma versão digital pára o formulário do seguro desemprego, ele deve ser preenchido na maquina de escrever, e digo mais diversos amigos da minha antiga chefe quando viam a maquina de escrever dela ficavam babando nela (só faltavam cultua-la) perguntavam onde ela havia comprado e até mesmo se estava interessada em vende-la.
E o que dizer do acessório, como fitas de máquina de escrever, bobinas de fax, cartões de ponto ou o papel hecto­grá­fico, utilizado como matriz para reprodução de cópias a álcool. Este último, cujo desaparecimento do mercado foi cogitado na década de 1990, cresceu tanto que a Helios Ama­zônia – antiga Helios Carbex – bateu no ano passado seu recorde de produção. Arnaldo Bisso­ni, CEO da empresa, acentua que o mercado continua aquecido e as vendas atingem longínquos pontos do País. Em muitas localidades do Brasil, ainda não existe energia elétrica e muito menos equipamentos sofisticados, por isso a professora prepara sua aula utilizando esse papel. Escreve à mão sobre o mesmo as lições do dia seguinte e usa o mimeógrafo para elaborar cópias para a classe, porém a escola em que eu trabalho se localiza na Cidade de Nova Iguaçu, uma das maiores cidades do estado do Rio de Janeiro e mesmo assim possui sua maquina de mi­meó­grafo.
No segmento de escritórios, a Helios também fabrica o papel carbono, ainda utilizado em docu­men­tos fiscais de balcão e pedidos de vendas, e o corretivo lí­quido, o popu­lar "branquinho". Bis­so­ni en­fatiza que essas linhas têm vida longa. "Não cogitamos descon­tinuá-las. Elas representam aproximadamente 30% do fatura­men­to, incluindo o mercado externo." A maioria dos consumidores está nas regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil. A demanda é relacionada ao fato desses pontos estarem distantes dos centros tecno­logicamente mais avançados. Segundo o executivo, esses artigos estão atrelados ao processo glo­balizado de desenvolvimento tec­no­­lógico, cada vez mais presente nos gran­des centros urbanos. "Além disso, máquina de escrever não é peça de museu; continuamos produzindo fitas vermelhas e pretas para todos os modelos considerados jurás­sicos", comenta.
 Hoje eu estava no escritório, minha chefe solicitou que eu fosse ao centro de Belford Roxo comprar uma fita de maquina de escrever para substituir a antiga, eu pensei que não encontraria ou que teria que procurar muito para encontra uma, porém na primeira loja em que eu fui havia a lendária fita preta e vermelha.
 
Fitas pa­ra máquinas de escrever e matri­ciais, e diversas outras linhas de produtos, também são o forte da Tex-Print, há 34 anos no merca­do. O diretor de marketing, Luiz Car­los Sajben, diz que as vendas caíram muito, mas elas ainda são comercia­li­zadas. Esses equipamentos ainda existem porque são mais baratos do que outras tecnologias. Porém, é só uma questão de tempo. "A realidade nua e crua é que uma pessoa com um escritório no interior do Pará, mesmo que use atualmente uma máquina de escrever, breve deverá substituí-la por um computador", acres­centa.
 
 
Fonte de pesquisa: Adaptado do Portal Kalunga
 
 

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