segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bica da Mulata

Oi,
No centro da Cidade em que eu moro há uma estatua que foi fundida no tempo do Imperio.
Porem poucas pessoas sabem da sua historia e importancia para a cidade.
Nas nossas cidades sempre há algo que conta um pouco de nossas historias e nossas raizes,por esse temos que valorizar e conservar nosso patrimonio publico.

***



Estatua de ferro fundida no tempo do império, possui com traços renascentistas. Essa foi uma das 182 esculturas trazidas por Dom Pedro II da França.
Essa estatua foi fundida na França na famosa fundição Val d'Osne. Marcou o início da água potável no Município e simboliza a musa grega Euterpe: a Deusa das Águas. Ficava localizada em frente à estação de trem de Belford Roxo oferecendo água aos passantes. Com o passar dos anos, a oxidação do ferro transformou a escultura em “mulata”.
Depois de ser roubada na década de 50, foi encontrada na cidade do Rio de Janeiro. No ano de 1995 foi trazida novamente para o récem-emancipado município de Belford Roxo.

13 comentários:

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Na verdade essa bica foi instalada no Largo da Pavuna e "desapareceu" do canteiro de obras do Metrô nas expansões de 1984. A história de que ela foi posta em Belford Roxo para celebrar alguma potabilidade de água me é meio fantasiosa pois há muitos relatos e fotografia dela próximo à estação da Pavuna. É estranha essa história de roubo na década de 50.

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Meus e-mails:

Msn e Mensseger: davikg@hotmail.com

Podemos conversar sim sobre a História da Região, vai ser um prazer meu caro amigo.

Abraços!

geovanino disse...

Como se explica outra estátua da mulata da bica no Largo dos Leões no Bairro de Botafogo?

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Aquela é a outra estátua da mesma série da Pavuna. Mesma fundição. Procurei na Super-Via e não há no antigo inventário nenhuma bica nos arredores da estação de Belford Roxo. Em fotos antigas da Estação não há nenhuma bica. No Instituto Histórico da Baixada os pesquisadores desta área afirmam da ilegalidade da aquisição por Belford Roxo. Moradores antigos da Pavuna afirmam pois são testemunhas oculares da presença da estátua no centro do bairro o que certamente não há um morador de Belford Roxo que diga onde ficava supostamente na estação.
Ainda não tive tempo de verificar o inventário de monumentos e estátuas da antiga corte e posteriormente antigo distrito federal. Assim que descobrir algo aviso.

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Estrada de Ferro Rio D'Ouro
Guilherme Peres
Pesquisador e membro do IPAHB


A estrada de Ferro Rio D'Ouro começou a ser construída em 1876, para o transporte dos tubos de ferro e demais materiais, que completaram as obras de construção das redes de abastecimento d'água, asseguradas por um contrato assinado e dirigido pelo Dr. Paulo de Frontin, obrigando-a fornecer o precioso líquido no prazo de seis dias à Cidade do Rio de Janeiro.

Somente em 1883, em caráter provisório, começaram a circular os primeiros trens de passageiros que partiam do Caju em direção à represa Rio D'Ouro.

A Baixada Fluminense seria mais tarde dividida em três sub-ramais: Ramal de São Pedro, hoje Jaceruba; ramal de Tinguá, que se iniciava em Cava (Estação José Bulhões); e o ramal de Xerém, partindo do Brejo, hoje Belford Roxo.

Em 1896, época que os trens de passageiros passaram a circular com melhor regularidade partindo do Caju, atravessavam a rua Bela, Benfica etc. até passar por Irajá em direção à Pavuna.

Nesta estação, última parada antes de adentrar a Baixada, vê-se o antigo canal onde ficava o porto rodeado de trapiches outrora pertencentes ao Comendador Tavares Guerra. Próximo a ele, uma estátua em ferro de mulher oferecia água aos passantes por uma cornucópia, chamada de "Bica da mulata".

Nas terras de Meriti, os trilhos foram assentados sobre a antiga "Estrada da Polícia", que partindo da Pavuna, iam encontrar-se com as terras de "Iguassú", em continuação à estrada que, vindo da Corte, finalizava no Rio Preto.

A próxima estação é Vila Rosaly, que substituiu a "Parada Alcântara", e homenageou a esposa do Dr. Rubens Farrula, iniciativa da Empresa Territorial Lar Econômico, loteando as terras denominadas "Morro da Botica" ou dos "Barbados", em referência aos pastores israelitas que residiam próximo ao cemitério dessa comunidade e usavam barbas longas.

Coelho da Rocha - recebeu o nome do proprietário dessas terras, Manoel José Coelho da Rocha, que as cedeu para a passagem dos trilhos e colocação dos dutos, lutando posteriormente para sua transformação em transporte de passageiros. Seu neto Almerindo Coelho da Rocha, herdeiro do que sobrou da antiga fazenda criada por Cristóvão Mendes Leitão em 1739, desfez-se dela, vendendo-a para loteamento.

Belford Roxo - Antiga fazenda do Brejo e anteriormente, Calhamaço, lembrando o antigo canal do calhamaço aberto pelo Visconde de Barbacena (seu antigo proprietário), e que formava um braço do Rio Sarapuy. Sua estação recebeu este nome em homenagem a Raimundo Teixeira Belford Roxo, chefe da 1ª divisão da inspetoria de águas. Havia em frente a esta estação um artístico chafariz de ferro jorrando água, que o povo denominou de "Bica da Mulata", cuja figura mitológica de uma mulher branca sobraçando uma cornucópia oferecia aos passantes o líquido precioso, que a oxidação do ferro transformou em "mulata". Cópia da estátua existente na Pavuna.

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Agora, se é cópia isso deve constar na obra e a fundição registra isso.
O grande dilema é que assim que desapareceu a original, surge estranhamente uma "cópia" e a sua história se fomenta a partir daí sobre a cópia.

CLAUDIO RANGEL disse...

ESSA HISTORIA É ANTIGA E VAI LONGE, POREM OS SEUS RELATOS SAO ESCLARECEDORES E CONVICENTES AOS MENOS ESCLARECIDOS, FICO FELIZ POR BELFORD ROXO AINDA PRESERVAR ESSA ESTATUA E TRISTE POR TER DESAPARECIDO DA COPIA DA PAVUNA, MAS FICA A MEMORIA, QUE SABE OS NOSSOS GOVERNANTES NAO REFAZEM OUTRA COPIA, VALEU.
CLAUDIO RANGEL
V.PRESIDENTE DA AMAPE-PAVUNA.
claudiorangel@petrobras.com.br

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Enfim, nada vai mudar.

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Acho que você quis dizer "fazer uma réplica" e não "fazer outra réplica".
A que está na praça de Belford Roxo é sim a bica da Pavuna que ilicitamente foi transferida para lá.
Infelizmente a história vai longe face aos que administram os bens públicos não se comprometerem com ética.
Meu caro, equivocadamente anuncias de "uma cópia" que era na Pavuna.
Os indícios são claros da bica ser da Pavuna.
Não existem cópias senão na mente mítica da administração de Belford Roxo.
A documentação é clara no que concebe só haverem duas do mesmo feitio "originais" e uma está num parque para onde foi transferida pois, era na estação do Guandu até 1970 e a outra da antiga linha de abastecimento na "Pavuna" que foi retirada para as obras do Largo da Pavuna em 1984 quando se começou junto as obras do metro no governo Moreira Franco e desapareceu e sem mais surge em 1995 na praça desta cidade.
Há uma foto que possuo onde a Bica aparece ao lado da estação da Pavuna que é datada de "1918" e é de arquivo público.
No inventário de obras ela está catalogada.
Outro indício é o termo "bica da mulata". É utilizado pela própria prefeitura de Belford Roxo para denominá-la porém, no que se deve valer em conta que este era um termo praticamente local dos habitantes pavunenses que a chamavam por este devido a sua cor brônzea.
Na verdade ela é uma musa da harmonia de Pradier.
Meu caro, assim, antes de um comentário que me pareceu tão superficial. E alegria por apropriação indevida de um bem fica estranho. Sugere falta de zêlo ao pavunense e uma glória duvidosa à prefeitura de Belford Roxo. Enfim, se não se importam com o povaréu miúdo no que se remete à cultura e educação, vão se importar com uma estátua? Pavuna é terra de insepultos que mal sabem o que é direito e dever. Infelizmente é o que se vê. E tão pouco contar com apoio de uma administração de Belford Roxo que tem histórico de corrupção e improbidade administrativa de priscas eras. Deveras, não me incentivo mais em buscar algo de produtivo nestas terras inférteis. Lido com Baixada e é deprimente. Culpa de governo e de povo como também de lideranças locais que só aparecem para "botar faixa" alegando de participação em obras como um tal que intitula "professor" e milita pela Pavuna (ou pelo menos diz que o faz). Cultura no Rio é segregada, isso é fato. Arte é também para os poucos do outro lado do túnel. Quem habita por estas terras só resta o desenfreado e sem sentido consumo e pregar os olhos numa tela assistindo BBB ou Fazenda gastando créditos e o que lhe resta de cérebro com votações pífias à pessoas sem noção. Como me explica que fabricamos nossos heróis baseados em "traficante da Zona Sul carioca, prostituta de luxo que se aventura à escritora (vira best-seller)e um farsante que dá o golpe e vai preso"? Todos viraram ícones do cinema, estouram bilheterias; incentivam sim aos menos favorecidos de idéias (que são muitos) que é melhor ser isso do que buscar carreiras descentes. Educação por aqui é bolsão de mão-de-obra proletária, não passa disso.
Assim, perdoe-me a contundência mas, por estas bandas sonhar com "um mundo melhor" é só balela e todos são cúmplices.
O negócio é entupir o bucho até engripar de tanto de tudo, só o que resta.

Edson Ribeiro disse...

Caros amigos,
O assunto é polêmico e deve ser melhor investigado antes de declarações apaixonadas. Na obra "Vias Brasileiras de Comunicação", de Max Vasconcelos, editada no início do século (a que tenho é de 1946), o autor faz referência a dois chafarizes, um na Pavuna e outro idêntico, próximo à estação de Belford Roxo. Isso nos diz que pelo menos nessa época lá estavam as duas, e não uma. Contradiz também as informações do marcos. Enfim, é preciso pesquisar mais um pouco.
Grande abraço.
Edson Ribeiro

Marcos Davi Duarte da Cunha disse...

Bom, meus caros. Há uma foto no Museu da Imagem e do Som em que o fotógrafo estava posicionado na plataforma de trem da Estação de Pavuna. Vê-se ao fundo a Bica.
De acordo com a pesquisadora Eulalia Junqueira no livro "Arte Francesa do Ferro no Rio de Janeiro de 2005, página 98:
"A musa Harmonia, de Jean Jacques Pradier (1792-1852), dedilhando sua lira, era figura central de duas fontes, uma no Humaitá, que veio do Reservatório do Guandu em 1970 e outra em Belford Roxo, que ANTERIORMENTE estava na Pavuna, sempre rodeada de admiradores."

Enfim, é uma discussão ampla que ao meu ver não vai dar em nada só pra alguns que adorariam ser celebridade por uns minutos. Na Pavuna a Prefeitura inventou uma cópia e dá como encerrada a história da Bica alegando que a da Pavuna fora cedida a Belford Roxo o que já entra em contradições com outras versões que se apresentam como o roubo e achamento das tais (onde então está o documento de cessão e o registro da cerimônia entre prefeituras, se caso houve?).
O que acho engraçado, é que a Bica exposta na praça de Belford Roxo não tem a definição original dela que seria a francesa (musa da Harmonia...)e sim o epiteto "pavunense" à mesma que era um ponto de referência à quem passava ou se marcava um encontro no Largo da Pavuna, local onde era instalada (aproximadamente próximo ao Bradesco da Feira).
Lembro-me também de quando das escavações do tronco da Pavuna (abandonado aos cupins pelo imprestável IPHAN)de que a Administração da Pavuna cogitou com o falecido prefeito Joca da devolução da estátua assunto no qual o próprio estava de acordo. O prefeito morreu e daí quem assumiu já não aceitou o trato. O que me intriga nesta situação é que se houvesse um documento de cessão como um prefeito devolveria? Não tinha conhecimento que foi presente, ou não tinha sido presente?
Se esta que está na praça de Belford Roxo é própria da cidade, onde estão fotos antigas nas quais ela aparece?
Quando ela reapareceu?
Se caso roubada, onde está os documentos policiais referentes a um furto de patrimônio público?
O que se sabe é que a da Pavuna desapareceu nas obras do Metrô de 1984 na gestão de Governo de Moreira Franco. O depósito de material era próximo da estação de trem ramal Belford Roxo e reapareceu sem mais por volta de 1995 (fontes a confirmar) na praça de Belford Roxo.
A História é complexa dessa bica suscita diversas versões que ao meu ver não vão chegar a lugar nenhum senão ela continuar no mesmo lugar que está.
E como a conservação da obras neste estado é pífia ninguém vai se aventurar saber, ainda mais em época de eleição municipal.