sábado, 24 de dezembro de 2011

Que Presente Vou Dar?


Graças a Deus por Seu dom indescritível! 2 Coríntios 9:15

 Você já recebeu alguma vez um presente e não sabia o que fazer com ele? Durante minhas viagens no território da Divisão Sul-Americana, invariavelmente depois dos eventos vinha a demonstração de carinho por parte de líderes, jovens e desbravadores. Alguns sempre queriam que levássemos alguma lembrança.

Juntamente com o pastor Malcolm Allen, então líder mundial dos Desbravadores, eu estava visitando os três estados da União Este Brasileira: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Como são fáceis de encontrar em algumas regiões, pedras como ametista e ágata eram os presentes mais comuns. Da metade da viagem para frente, na hora de receber as “lembranças”, o pastor Allen me dizia: “No rocks, please!” (“Pedras não, por favor!”). A mala dele já estava bem pesada.

Lembro-me de ter recebido na Argentina uma raiz grande em forma de tartaruga. Ficou difícil trazer para casa. São presentes bonitos, mas com os quais não sabemos o que fazer.

Desde que os magos do Oriente foram à manjedoura levando ouro, incenso e mirra, as pessoas trocam presentes no Natal. Os magos não se impressionaram com cores, tamanhos ou prazo de garantia. Montados em camelos, eles viajaram de muito longe para adorar Jesus.

Alguém disse que, se os magos fossem mulheres, não teriam chegado vários meses depois, porque teriam pedido informações de onde era o lugar; teriam limpado o local para que Jesus não nascesse numa manjedoura; e, finalmente, teriam trazido presentes mais práticos: panelas, pratos, alimento e fraldas.

A noite de amanhã será especial para muitas pessoas, particularmente para as crianças. Há um senso de antecipação no ar. Será a hora de abrir os presentes. O que será que vou ganhar? Há um cerimonial às vezes imperceptível em torno de dar e receber presentes.

Ralph Waldo Emerson diz: “O verdadeiro presente é uma parte de si mesmo. Portanto, o poeta traz seu poema; o pastor, sua ovelha; o mineiro, uma pedra; o marinheiro, uma concha do mar; o pintor, um quadro; e a menina, um lencinho que ela mesma bordou.”

“No incomparável dom do Seu Filho, Deus envolveu o mundo inteiro com uma atmosfera de graça tão real como o ar que circunda o globo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 68).

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