Medo de amar - Historia para o dia dos namorados

Ola blogueiros!
Escrevi essa historia para postar no dia dos namorados.
Espero que vocês gostem, deixem um comentário sobre o que acharem da historia.
Espero que gostem.
 
 

No vibrante Centro de Nova Iguaçu, um ônibus entre as centenas de veículos que trafegam na Via Ligth, leva entre diversos passageiros um jovem. Era Fernando, ansioso e tão nervoso quanto uma criança em seu primeiro dia de aula.

Quando a condução inicia a subida do Viaduto Padre João Much sua ansiosidade fica maior ainda ao pensar na possibilidade de que seus amigos não o estivessem esperando conforme haviam combinado no dia anterior. Seu coração batia acelerado em pensar na possibilidade.

Fernando levanta-se, puxa o sinal do ônibus. Ao descer do veiculo dirige-se à Praça do Skate onde avista rapidamente seus amigos, Márcio, Carina e Sara, a sua espera.

- Obrigado por terem vindo. Eu acho que...

-Sinceramente eu acho uma tolice da sua parte - diz Márcio. Estar com vergonha de ir sozinho para faculdade com medo de que fique rindo de você per ter sido traído no ano passado. Certamente ninguém lembra mais.

-Ola quem fala – Carina repreendendo Márcio. Não foi você quem ligou para Sara e para mim, pedindo para que não faltássemos?

- Obrigado Márcio – Diz Fernando timidamente.

Logo após eles dirigem-se para a faculdade, conversando animadamente como fora suas férias.

Pouco tempo após chegarem à faculdade, Fernando encontra seu amigo Walace.

- Fernando! Todas as pessoas só estão falando que a Iasmim te traiu pouco antes do inicio das férias e que ela...

- É... eu não quero falar sobre esse assunto – Fernando constrangido.

- Ah! Desculpa-me não sabia – Walace com sarcasmo. Mas você tem que superar esta situação.

- Nós havíamos marcado encontro na Praça do Skate e você não foi por quê?

- Eu me esqueci. Mas tudo bem na próxima eu não irei faltar. Vou indo para a sala e no intervalo te encontro.

Chegando à sala Fernando avista Márcio acenando, mostrando-lhe que há um lugar reservado ao seu lado.

Já sentado ao lado de seus amigos entra em sala o professor Miguel, um homem alto e magro usando óculos e com algumas rugas revelando sua avançada idade.

- Bem vindos ao primeiro dia letivo do quinto período. Neste período serei professor da disciplina de Micro-biologia aplicada. Nossas aulas serão praticas e teó...

- Licença professor, perdoe-me pelo atraso.

Todas as atenções se voltaram para a porta da sala.

- Entre! – professor Miguel sorridente. Venha aqui à frente e apresente-se para a turma. Pelo que vejo você é nova aqui.

- Boa Noite, meu nome é Ana Clara – Disse timidamente. Eu sou aluna transferida de outra instituição.

- Agora que todos já lhe conhecem vamos dar continuidade à aula.

Enquanto Ana Clara se dirigia para seu lugar Fernando a observava atentamente.

Ana Clara era uma jovem morena com longos cabelos castanhos claro.

Quando Fernando se da conta, Sara está olhando para ele com um olhar malicioso.

- Você olha tanto para a aluna nova, se apaixonou por ela? – Diz Sara risonha.

- Não. Eu não acredito mais nesse negocio de amor.

-Fernando, não é por que aconteceu aquilo com a Iasmim que você deve ficar assim fechado para novos relacionamentos – diz Carina.

- Aquilo o que? –Fernando sussurrando e visivelmente nervoso. Que ela me traiu na quadra de esportes para quem quisesse ver, será que toda hora alguém tem que me lembrar deste fato.

- Isso pode acontecer com qualquer pessoa – Márcio tentando por fim na discursão.

- Você fala isso, pois não foi você a quem sua namorada traiu com outra garota – Fernando com os olhos lacrimejando.

- Vamos prestar atenção na aula ou o professor chamará nossa atenção – Sara calmamente.

Os quatro amigos voltam a copiar atentamente, porem não falaram até o horário do intervalo.

No intervalo todo litígio já havia se desfeito. Estavam todos na cantina comendo, até que chega Walace.

- Fernando, você viu a minha irmã Débora?

- Parece-me que ela estava indo para a biblioteca.

Walace vai em busca de sua irmã, retornando poucos minutos depois.

- Quem é aquela aluna nova que estava com a Débora? Ela é da sua turma?

- Se não me engano o nome dela é Ana Clara. Ela veio transferida de outra faculdade.

Já na sala de aula Fernando vai à frente e pede a palavra ao professor.

- Atenção colegas, para comemorar o iniciar de mais um ano letivo vamos todos festejar na Rua da Lama – Fernando fala auto e alegremente.

Assim que Fernando termina de falar todos da classe começam a assobiar e bater nas cadeiras, como sinal de aprovação. Então o professor Welington se levanta e todos param instantaneamente, então o professor diz:

-Eu também irei festejar com vocês.

Retornam ao mesmo estado de alegria de antes.

Chegando ao local, a animação em poucos minutos contagia a todos que dançam animadamente.

Fernando fica a maior parte do tempo com o olhar fixado em Ana Clara, seus amigos percebem mais preferem não fazer nenhum comentário.

No dia seguinte no horário do intervalo, Fernando estava na biblioteca, desacompanhado de seus amigos, quando se depara com Walace.

- A Débora me contou diversas coisas sobre a Ana Clara.

- Não estou interessado em saber coisa alguma desta garota.

-Pelo que pude perceber ela usa os garotos, aproveita e depois os joga fora como se fossem descartáveis.

-Fernando que saudade – Ecoa um grito pela silenciosa biblioteca, era Diana que vinha correndo em sua direção com os braços abertos.

Diana era gorda de cabelos tingidos de loro cacheados na altura do ombro, nem mesmo os óculos fundo de garrafa corrigirá sua vesguice. Todos a conheciam por sua personalidade escandalosa e por suas fofocas.

Em poucos minutos aqueles braços gordos estavam envolvendo a cintura de Fernando. Walace ria da situação em que seu amigo se encontrava.

-Oi Diana... é...também senti saudades – Fernando encabulado. Acho que já pode me soltar.

O laboratório era um ambiente muito atrativo, havia diversos animais disecados ou conservados em formol além de vidrarias de formas nada convencionais, tudo isso em diversas estantes e prateleiras. Era tentador para qualquer curioso.

Professor Welington era cauteloso em avisar a seus alunos que tivessem cuidado em não tocar em nada que ele não autorizasse. Mesmo sob os avisos do professor diversos alunos se aglomeravam em frente às estantes e prateleiras.

Entram no laboratório Fernando e Diana, vindos da biblioteca, até que Diana despropositadamente esbarra em Ana Clara que deixa cair no chão um pote com um feto humano. Em pouco segundos todo o ambiente esta enfestado pelo aroma forte do formol. Quando as jovens vêm o feto jogado próximo aos pés de Fernando começam a gritar.

Logo após se dar conta do que esta acontecendo o professor pede para que cessem a gritaria. Vendo o feto pergunta quem é o responsável.

O desespero toma conta de Ana Clara, apesar de suas brincadeiras professor Welington era conhecido por sua severidade. Quando Ana Clara estava preste a erguer a mão e responsabilizar-se ouve:

-Fui eu – Fernando toma sob si a culpa de Ana Clara.

-Retire-se do laboratório

Fernando pega sua mochila dirige-se a porta e antes que podesse sair o professor diz-lhe:

-Não se esqueça que você terá que restituir a faculdade.

-Dinheiro para mim não é problema – Fernando sarcasticamente.

Na aula após o intervalo Ana clara aproxima-se dos amigos de Fernando e pergunta-lhes:

-Onde está o Fernando? Gostaria de falar com ele.

-Ele foi embora – Sara.

Ana Clara agradece a resposta e foi de volta para seu lugar, durante toda a aula o ato generoso de Fernando ficou em seus pensamentos.

Enquanto isso na Praça da Liberdade, no Centro de Nova Iguaçu, Fernando dirige-se para o ponto de ônibus quando ouve uma voz o chamando virando-se para ver quem era, vê seu amigo Walace.

-Aconteceu algo? - Fernando assustado.

-Não. Quero conversar com você sobre o que aconteceu hoje no laboratório.

Fernando senta-se em um dos bancos da praça.

-Foi hilário – Fernando rindo. Quando as meninas viram o feto no chão começaram a gri...

-Não é sobre isso que estou falando – Walace fala seriamente. Falo sobre você tomar a culpa da Ana Clara. Minha irmã me contou tudo que ocorreu. Caso você continue assim acabará se tornando mais uma de suas vitimas.

Apois falar Walace levanta-se e retorna para a faculdade, deixando Fernando sozinho e pensativo. Fernando resolve mostra para Ana Clara que ela não poderia se aproveitar nem dele nem de nenhum outro garoto. Fernando já tinha em sua mente um plano arquitetado. O primeiro passo para executar seu plano seria comprar um lenço.

Fernando levanta-se vai até um vendedor ambulante, e compra seu lenço mais bonito, ele dobra-o cuidadosamente e coloca em um dos bolsos laterais de sua mochila.

No dia seguinte aproxima-se Ana Clara de Fernando com o propósito de agradecer por sua gentileza. Fernando estava acompanhado de seus amigos. Ana clara toca-lhe o ombro e ele vira-se.

-Gostaria de agradecê-lo.

-Agradecer-me, pelo que? - Fernando friamente.

-Por ontem... no laboratório.

-Foi apenas uma desculpa para que eu não precisasse assistira aula.

Fernando vira-se e continua a conversa com seus amigos. Ana Clara imóvel fica a pensar se este era o mesmo Fernando que havia defendido-a no dia anterior.

Ana Clara novamente toca o ombro de Fernando dando-lhe algumas cédulas de dinheiro.

-Não aceito esmolas. Obrigado – Fernando debochando.

-Não é esmola. É para que você compre outro feto.

-Eu disse ontem e retorno a dizer: dinheiro para mim não é problema.

Antes que Ana Clara podesse responder Fernando saiu seguido de seus amigos.

Na quadra de esportes Fernando acena para um de seus colegas, era Igor um jovem moreno alto de porte atlético.

-Oi Igor. Vamos amanhã para a Passarela do Rock, em Mesquita, amanhã?

-Vamos sim.

Igor era conhecido por namorar quase todas as meninas da faculdade e por dilacerar seus corações.

Já na sala de aula Fernando diz a seus amigos:

-Preciso da ajuda de vocês para realizar um plano.

-Eu não gosto de participar desses seus planos – Carina.

-É simples, quero somente que convidem a Ana Clara para ir conosco à Passarela do Rock.

-E o que você quer fazer com isso? - Sara desconfiada.

-Eu quero apenas que todos possam ir... juntos.

-Eu a convido – Márcio.

No mesmo instante Márcio se levantou e dirigiu-se até Ana Clara connvidando-a.

No dia seguinte enquanto Fernando se arrumava para ir à Passarela do Rock, quando seu telefone celular toca. Fernando pega o celular, na tela do aparelho indica que Márcio é quem esta ligando.

-Alo, Márcio.

-Fernando, poderia me encontrar com você aqui na Praça de Edson Passos.

Em poucos minutos Fernando estava na estação de trem de Nova Iguaçu, descendo seus degraus até alcançar a plataforma. Entra no trem, senta-se e enquanto não chega à estação de Edson Passos, Fernado fica arquitetando seu plano em pensamento.

Ao chegar à estação desembarca do trem, sai da estação, atravessa a rua e chega à praça a qual havia marcado com seu amigo Márcio. Chegando, logo o avista comendo um churros.

-O que você quer falar comigo que não pode esperar até chegar à Passarela?

-Quero saber desse seu plano. O que você quer com a Ana Clara?

-Você esta a defendendo por quê? Você a defende, pois não a conhece, se você soubesse do que eu sei.

-Eu não sei e não estou interresado em saber. Mas oque você sente por ela?

-Odio... somente.

-Cuidado Fernando minha mãe costuma dizer que o amor e o odio caminham lado a lado.

-Neste caso é bem diferente, tem só odio – Fernando olha o relógio. É melhor irmos ou nos atrasaremos.

Assim que chega Fernando encontra Diana que diz todos os seus conhecidos que estão presentes, incluindo Igor e Ana Clara.

-Diana, já que a Ana Clara é nova por aqui vamos apresentá-la a nossos amigos.

-Ótima idéia.

Diana vai buscar Ana Clara e Fernando busca Igor, quando Fernando o encontra diz-lhe que uma garota esta interessada nele. Ao encontrar Diana acompanhada de Ana Clara, Fernando os apresenta e junto com Diana deixa-os a sós.

Após divertir-se bastante, Fernando voltando para casa com seus amigos deparasse com Ana Clara e Igor se beijando, todos param, então quando percebem que estão sendo vistos param. Ana Clara ruborizada abaixa a cabeça timidamente.

-Podem continuar estamos sós de passagem – Sara.

Continua seu caminho, porém Fernando fica calado, a cena que havia visto não saia de sua cabeça.

-Encontrei o namorado perfeito, ele é carinhoso, educado... - Ana Clara diz a sua amiga Débora no dia seguinte.

-Quem é esse príncipe? Onde você o conheceu?

-O nome dele é Igor, ele faz Educação Física.

O sorriso do rosto de Débora instantaneamente desapareceu.

-O que foi? Você o conhece? - Ana Clara assustada.

-Eu não te falei do Igor? Ele faz isso com todas as garotas, mas seus namoros não passam de um dia.

-Eu não acredito, ele se mostrou tão romântico e apaixonado.

Durante a saída Ana Clara procurava por Igor a fim de resolver o mal entendido. Finalmente o encontra aos beijos com outra garota. Ana Clara senta-se em um banco isolado no pátio da faculdade e começa a chorar, quando olha para frente depara-se com Fernando olhando-a seriamente.

-Veio rir de mim?

Fernando abre um dos bolsos laterais de sua mochila, retira o lenço e da à Ana Clara. No mesmo instante vira-se e vai embora.

No ponto de ônibus Fernando fica a pensar que havia suposto que ficaria feliz ao ver Ana Clara triste, mas ele também estava triste. A imagem do rosto de Ana Clara molhado pelas lagrimas não lhe saia do pensamento.

Ainda sentada no banco, Ana Clara surpreede-se com a presença de Walace que se senta ao seu lado e a abraça.

-Pode contar comigo, estou aqui para ajudá-la.

Na manhã seguinte Fernando já estava em frente à faculdade acompanhado de Carina e Sara. O ônibus que levaria os alunos da sua turma para uma visita guiada ao Parque Municipal de Nova Iguaçu já estava com todos acomodados e prontos para partirem, porém Fernando insistia com a professora para que esperassem por Márcio.

-Vamos, ou chegaremos atrasados – Professora Elen.

-Espere só mais um instante, ele me ligou e disse que já esta chegando.

Márcio frequentemente chegava atrasado em encontros.

Poucos minutos depois chega Márcio. Todos embarcam no veiculo e partem rumo ao Parque Municipal.

Na entrada do Parque Municipal todos os alunos se amontoavam para ver a represa. Fernando estava conversando com seus amigos quando chega Ana Clara.

-Fernando pode falar com você... em particular?

-Claro que não, Márcio, Carina e Sara são meus amigos, não temos segredos um com o outro. Se você não disser na frente deles o que desejo eu mesmo direi mais tarde.

-Sim, entendo. Eu vim te devolver o lenço que você me deu ontem.

-Pode ficar com ele.

-Não. Eu dispenso tudo o que vem de você.

Ana clara põe o lenço na mão de Fernando e retira-se. Fernando pega o lenço e senti o aroma do perfume que Ana Clara costuma usar.

Mas tarde de volta à faculdade os amigos de Fernando marcaram de chegarem mais cedo sob a desculpa de estudarem. Chegando à faculdade os amigos de Fernando o conduzem até uma sala que não estava tendo aula.

-Fernando precisamos conversar seriamente – Sara.

-O que houve? - Fernando assustado.

-É referente você e Ana Clara, sobre vocês dois – Márcio.

-Não há oque falar sobre esse assunto.

-Fernando, assume que você ama a Ana Clara – Carina.

-Eu não a amo, eu não amo ninguém.

-Fernando eu te entendo – Carina. É normal ter medo, todos nos temos medo de alguma coisa, e o medo é instintivo e natural. Temos medo para evitar que nos machuquemos, mas você esta se defendendo demais e com isso quem sabe esta deixando de viver algo que você gostaria bastante.

-Tudo bem eu assumo... eu amo a Ana Clara – Fernando quase chorando.

Todos ficam em silencio quando ouvem um barulho atrás da porta. Sara abre a porta e vê Diana ouvindo, oque eles conversavam, atrás da porta. Ao ver Diana Fernando diz:

-Pronto agora todos irão saber que eu amo a Ana Clara.

-Diga para ela antes que outra pessoa diga – Márcio.

-Eu acho que ela não virá hoje – Diana.

-Por que ela não vai vir hoje – Sara.

-O Walace marcou de encontrar com ela naquela Praça dos namorados, digo Praça Santos Dumont – Diana.

-O que o Walace que com ela? Ele não gosta dela – Fernando.

-Me disseram que ele iria pedir ela em namoro – Diana.

-Então é tarde demais para que eu diga a ela que a amo.

-Mas por quê? Ela também te ama. A Débora me disse – Diana.

-Mas e o que o Walace me falava sobre ela?

-Certamente ele inventava para que você se afastasse dela – Carina.

Fernando se levanta e vai à direção à porta.

-Para onde você vai? - Márcio.

-Vou para a Praça Santos Dumont, tenho que chegar antes do Walace.

Fernando corre até o ponto de ônibus, entra no ônibus e no Centro de nova Iguaçu o veiculo anda vagarosamente devido a um engarrafamento. Fernando desce e segue o restante do trajeto correndo.

Chegando à Praça Fernando procura-a. Há diversos casais de namorados abraçados ou se beijando. Sempre que vê um casal Fernando olha atentamente para se certificar que não é Ana Clara e Walace.

Quando estava preste a desistir Fernando vê Ana Clara sozinha sentada em um banco.

-Posso falar com você? - Fernando. Tenho algo importante para lhe dizer.

Ana Clara permanece em silencio, Fernando senta-se ao seu lado.

-Eu te amo, e quero estar ao seu lado não só hoje, mas sempre.

-Agora é fácil para você dizer isso depois de tudo que você me fez passar.

-Eu fazia tudo isso, pois estava tentando negar o que eu sinto por você.

-Seu amigo Walace me contou tudo sobre você.

-Contou oque? - Fernando assustado.

-Como você usa e manipula as pessoas, e como você as trata como se fossem descartáveis.

-É mentira. Ele contou-me o mesmo sobre você. E por esse motivo que eu tinha tanta aversão a você. Eu sei que errei, mas perdoe-me.

Ana Clara permanece em silencio.

-Eu entenderei se não me perdoar.

Fernando se levanta com o propósito de ir embora

-Fernando eu também te amo.

Ana Clara se levanta e abraça Fernando.

-O Walace vai vir aqui pedi-la em namoro.

-Ele já veio.

-E oque aconteceu?

-Eu disse para ele que amava outro garoto.

-Eu poderia saber que é este outro garoto

-Tem coisas que é melhor demonstrar do que falar.

-Como assim?

Ana Clara beija Fernando.

-Espera ai... Então com esse beijo... Que dizer que o garoto que você ama sou eu?

-Fernando, Cala a boca e me beija.

 


 

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