quinta-feira, 10 de abril de 2008

AS ORIGENS DA CRUCIFICAÇÃO

 

a. As origens da crucificação são um tanto desconhecidas, mas ela acabou sendo adotada por todos os povos antigos, sobretudo pelos romanos, costumava empregá-las para executar escravos, rebeldes prisioneiros de guerra, e os piores tipos de criminosos, e embora não exista muitas informações históricas sobre o método da crucificação em sí, o que sabemos já é suficiente para provocar em nós a mais completa repulsa, diante de castigo tão bárbaro, depois de pronunciada a sentença, o primeiro passo era submeter o condenado a um açoite tão violento que muitos não resistiam e ali mesmo morriam amarrado ao posto do suplício, enquanto que suas carnes eram dilaceradas pelos impiedosos golpes que recebiam. Na maioria das vezes porém, o sofrimento estava apenas começando.

b. O passo seguinte era colocar a pesada cruz de madeira sobre os ombros já feridos e ensangüentados do condenado e fazer com que ele carregasse até o local de sua execução que sempre ficava do lado de fora da cidade.

c. Ao ali chegar, ele era inteiramente despidos e deitados sobre a cruz para que suas mãos e pés pudessem ser pregados. A descoberta recente dos ossos de um homem crucificado no mesmo períodos de Jesus levanta a possibilidade que talvez as pernas fossem juntadas e torcidas e então fixadas à cruz por meio de um único prego que atravessava os dois calcanhares. Sabe-se também que os homens eram crucificados de costas para a cruz, olhando para os espectadores, enquanto que as mulheres o eram com o rosto voltado para a cruz.

c. A cruz era então levantada e deixada cair com força num buraco no solo o que fazia com que as carnes feridas rasgassem com o balanço do corpo. Para que o corpo não caísse porém, um pequeno pedaço de madeira fixado no meio da cruz, servia de assento para a vítima, que ali era deixada a morrer de fome de dor, e de exaustão.

d. Este método tornava a morte bastante prolongada, raramente ocorrendo antes das trinta e seis horas, há registro de indivíduos que levaram até 08 ou 09 dias para morrer.

e. A dor logicamente era muito intensa, visto que o corpo inteiro ficava sujeito a tensões, enquanto que as mãos e o pés que são massa de nervo perdiam pouco sangue. Depois de algum tempo, as artérias do estômago e da cabeça ficavam regurgitadas de sangue, causando uma dor de cabeça alucinante, e finalmente a febre traumática e o tétano se manifestavam.

f. Na maior parte do tempo o indivíduo permanecia consciente, sentindo minuto a minuto toda intensidade da dor e a proximidade da morte e não havia absolutamente nada que pudesse fazer. De dia o sol forte queimavam suas carnes, as moscas o incomodavam sem que pudessem tocá-las. À noite o frio e o vento cortante tornava sua agonia insuportável.

g. E quando por alguma razão se desejava abreviar os sofrimentos da vítima, as suas pernas eram quebradas a golpes de martelo ou pedaços de pau, o golpe de misericórdia geralmente era dado com uma espada ou lança num dos lados do peito.

h. E ao morrerem, os crucificados não tinham sequer o direito a uma sepultura, seus corpos eram jogados nas valas onde se jogavam o lixo da cidade e ali eram devorados por abutres e animais carnívoros, o que aumentava ainda mais a vergonha do castigo; apenas a este pormenor, a crucificação de Cristo fugiu à regra.

 
 
 
Fonte de pesquisa: Texto extraido do blog Nisto Cremos - Blog Adventista    <http://nistocremos.blogspot.com/2008/03/trs-cruzes.html> acesso em 10 de abril de 2008

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