Phelps: O novo Senhor do Olimpo

O nadador americano Michael Phelps se tornou nesta quarta-feira no maior medalhista de ouro da história dos Jogos Olímpicos ao conquistar sua 11ª medalha de ouro em Olimpíadas, em uma jornada em que caíram nada menos que cinco recordes mundiais.

Phelps conseguiu o ouro e os respectivos recordes mundiais nas provas dos 200 m borboleta e no revezamento 4x200m livre, onde seu domínio e o dos Estados Unidos foram absoluto, chegando ao total de 11 medalhas de ouro, que o colocam na liderança isolada dos Jogos Olímpicos, deixando para trás mitos como o finlandês Paavo Nurmmi, a soviética Larisa Latynina e os compatriotas Carl Lewis e Mark Spitz.

Além disso, assumiu a liderança da lista dos maiores ganhadores de medalhas da história da natação, já que com 13 superou o recorde de sua compatriota e também nadadora Jenny Thompson (12).

Se embolsar mais três medalhas de ouro,  ele terá feito o que nenhum homem jamais fez - ganhar oito medalhas de ouro numa única edição das Olimpíadas, superando o histórico de outro americano, o bigodudo Mark Spitz, que impressionou o mundo em 1972, com os sete ouros conquistados em Munique.
 

No nado borboleta o novo recorde do americano, que superou a própria marca, ficou em 1:52.03. O brasileiro Kaio Márcio Almeida terminou a prova no sétimo lugar.

Phelps já tinha vencido as finais dos 400 m medley no domingo, do revezamento 4x100m livre na segunda-feira e nos 200 m livre na terça-feira, todas com recordes mundiais.

Nesta quarta-feira no "Cubo d'Água" caíram outras três marcas do mundo.

A italiana Federica Pellegrini se consagrou campeã olímpica na final dos 200m livre, com um tempo de 1:54.82, à frente da eslovaca Sara Isakovic e da chinesa Pang Jiaying.

A italiana baixou assim a marca que ela mesma estabeleceu na segunda-feira nas séries classificatórias (1:55.45).

"A final foi toda sobre a forma física e eu demonstrei que tinha. Procurei por esta prova durante quatro anos, é uma revanche para mim", disse Pellegrini, que deu à Itália sua primeira medalha de ouro nos JO de Pequim.

A australiana Stephanie Rice ganhou a medalha de ouro e bateu o recorde mundial, com o tempo de 2:08.45, nos 200m medley, baixando a própria marca de 2:08.92.

A prata ficou com a zimbabuana Kirsty Coventry e o bronze com a americana Natalie Coughlin.

Rice obteve desta forma seu segundo ouro, já que vencera nos 400 m da modalidade.

"Sinto-me fantástica, não me senti muito bem na noite de ontem, mas esta manhã enfrentei um desafio e procurei dar o melhor de mim, estou feliz porque realmente lutamos pelo primeiro lugar", disse a australiana.

Coughlin, por sua vez, se mostrou satisfeita: "estou muito contente, qualquer medalha que ganhe me deixa feliz".

Nas semifinais dos 100 m livre masculino foram quebrados dois recordes mundiais em poucos minutos, obra do australiano Eamon Sullivan e do francês Alain Bernard.

Sullivan bateu o recorde mundial com um tempo de 47.05, poucos minutos depois de Bernard ter melhorado a marca em 47.20.

Na disputa particular entre ambos, Sullivan saiu na frente em Pequim, quando na segunda-feira quebrou o recorde do mundo dos 100m livres (47.24) na primeira perna da final do revezamento 4x100m, superando o anterior de Bernard (47.50).

A final da principal prova da natação, que acontecerá quinta-feira, desde já promete ser um duelo entre as duas estrelas das piscinas.

 

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