A lenda do Reino de Preste João

Ola,
Hoje na faculdade a professora de historia do Brasil está falando sobre uma antiga lenda portuguesa: A lenda do reino de Preste João.
Segundo a Lenda esse reino localizado em meio aos domínios islâmicos na África ,próximo da Etiópia atualmente.
Os portuguese acreditavam que seria um aliado contra os mulçumanos, turcos, egípcios árabes e mouros.
Esta lenda surgiu através de relatos descritos em cartas supostamente falsas que descrevia o reino de Preste João.


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O Preste João foi um lendário soberano cristão do Oriente que detinha funções de patriarca e rei, correspondendo, na verdade, ao Imperador da Etiópia. "Preste" é uma corruptela do francês Prêtre, ou seja, padre. Diz-se que era um homem virtuoso e um governante generoso.
No seu reino condensam-se o reino cristão-monofisita da Abissínia e os cristãos nestorianos da Ásia Central. Diz-se também que era descendente de Baltasar, um dos Três Reis Magos. Como notícias palpáveis desse império cristão eram escassas, dilatava-se a fantasia em redor do seu reino: falava-se de monstros vários (entre os quais os homens com cabeça de cão), paisagens edênicas, etc. O Inferno e o Paraíso num só território.
As notícias (em forma de lenda) do Preste João chegavam à Europa pela boca de embaixadores, peregrinos e mercadores, sendo depois confirmadas pelo infante D. Pedro, que viajara "pelas sete partidas do mundo", e ainda pelo seu inimigo D. Afonso, conde de Barcelos, que fizera peregrinação à Terra Santa.
Durante algum tempo não mais se ouviu falar no misterioso monarca, até que em 1165, chegou às mãos do Papa e dos imperadores Manuel Comneno, de Constantinopla, e Frederico Barba-Ruiva, da Alemanha (os três maiores governantes da cristandade), uma carta dirigida simultaneamente aos imperadores romanos do Ocidente e do Oriente, cujo remetente se intitulava "João, Presbítero, pela Omnipotência Divina e pelo poder de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor dos Senhores".
A lenda do Prestes João foi alimentada pela existência de dois grandes grupos cristãos primitivos isolados da cristandade ocidental e jamais submetidos à autoridade papal: os coptas, na região da Abissínia (a actual Etiópia, cristianizada desde o século IV) e os nestorianos que se implantaram na Ásia, atingindo algumas zonas da Índia (os famosos "cristãos de S. Tomé", da costa do Malabar, cujas comunidades teriam, segundo a lenda, sido fundadas por aquele apóstolo) e da Tartária, onde foram convertidos os turcos Kereitas e algumas tribos mongóis. Em todas estas regiões o lendário rei foi procurado, tendo sido, na verdade, encontrado um pouco por todas elas.
Em 1487, D. João II envia Afonso de Paiva para investigar a localização do mítico reino (que corresponde à atual Etiópia) na tentativa de torná-lo aliado numa possível expedição para a Índia, em fase de planejamento. Embora tenha morrido antes de comunicar o relatório, Pêro da Covilhã — que o tinha acompanhado até se separarem e este ir fazer um reconhecimento da Índia — iria mais tarde completar a sua missão. Foram os relatos de Pêro da Covilhã a Francisco Álvares que permitiram saber muito da história que este último descreve no seu livro Verdadeira Informação das Terras do Preste João das Índias.
  • O MITO CHEGA AOS NOSSOS DIAS
Já no início deste século, alguns missionários portugueses estabelecidos na Etiópia encontraram antigas espadas e bandeiras cristãs transmitidas de geração em geração, acompanhadas da lenda de terem um dia pertencido a um monarca cristão de aparência divina. Seriam estes os mais recentes indícios da existência do Prestes?
Em 1935 o imperador Hailé Selassié (que, tal como os seus antecessores usava o título de Leão de Judá) encabeçou a resistência etíope contra os invasores italianos de Mussolini, tendo sido reinstalado no trono com o auxílio britânico. No seu reinado a Etiópia afirmou-se, nas décadas de 50 e 60, como um dos principais estados neutrais africanos. No entanto, devido aos problemas sociais do seu país, aos quais não conseguiu dar resposta, foi deposto por um golpe militar em 1974. Em 1975 morria aquele que foi, provavelmente, o último descendente do Prestes João. Uma crença que considerava aquele imperador uma espécie de messias deu origem ao movimento pan-africanista rastafari (derivado do título Ras Tafari Makonnen atribuído em 1916 a Hailé Selassié), que influenciou muitos descendentes de africanos e jamaicanos de raça negra (de que o cantor Bob Marley foi um exemplo marcante), tanto na Grã-Bretanha como nos Estados Unidos.

Comentários

Anônimo disse…
muito bom obrigado por me ajudar a fazer meu trabalho
Anônimo disse…
ainda estou tentanda entender o que esse babaca tem a ver com a minha aula de história...